Publicações


patronimias

Patronimias – Questões da clínica lacaniana das psicoses

Marcel Czermak
Marcel Czermak foi aluno e colaborador direto de Lacan, especialmente no trabalho com a psicose. Há mais de 30 anos, mantém, no Hospital de Sainte-Anne, um ensino de psicanálise em meio psiquiátrico. "Patronimias" é seu principal livro, resultado desse longo percurso. Partindo do pressuposto lacaniano da unicidade de estrutura da psicose, os textos abordam a diversidade de suas manifestações clínicas – as paranoias, o automatismo mental, o transexualismo, a mania, a melancolia, a hipocondria, a questão do corpo e da pulsão na psicose –, além de discutir as diferentes formas de declínio, de recusa, de foraclusão do Nome-do-Pai na clínica e na cultura e suas consequências para a subjetividade contemporânea, para o neurótico de nosso tempo e para a própria posição do psicanalista.

aportadeentrada

A porta de entrada e a clínica psicanalítica

Revista Tempo Freudiano nº 10 - Intervenções de Marcel Czermak
O volume reúne entrevistas e conferências de M. Czermak em torno da questão: como se ensina a psicanálise? Como se aprende a praticá-la? Como assumir aí nossa responsabilidade? Nas duas entrevistas que abrem o volume, Czermak – aluno e colaborador direto de Lacan – fala de seu percurso na psicanálise e na psiquiatria: a reação do meio psiquiátrico e psicanalítico a Lacan, a posição dos analistas em face da instituição analítica, o que foi feito com o legado de Lacan e as transformações atuais na clínica e nas instituições de tratamento. A segunda parte é composta pelas intervenções de Czermak no Rio e em Niterói, em 2012, quando evocou casos de sua própria prática e comentou casos apresentados por outros psicanalistas. A conferência "O que é um fato clínico?" fecha o volume.

capa_big

As metamorfoses do objeto – Clínica da pulsão, da fantasia e da letra

Revista Tempo Freudiano nº 9 - Conferências de Jean-Jacques Tyszler
J.-J. Tyszler é psicanalista e psiquiatra, membro da Association lacanienne internationale. Em 2009, esteve no Brasil para as conferências aqui publicadas. Foram duas abertas: na UFRJ, sobre o objeto da pulsão e o objeto do desejo; e na UFF, sobre a melancolia e a clínica da psicose. E três para convidados: sobre a clínica da neurose; a clínica da criança e do adolescente; e a relação da psicanálise com a cultura. Esses temas foram tratados a partir de várias portas de entrada clínicas, mantendo no centro a questão do objeto. Como fio condutor, a tentativa de responder à questão do que chamamos de imaginário, simbólico e real na clínica.

neurose

A neurose obsessiva no divã de Lacan

Charles Melman
Psicanalista formado diretamente por Lacan, Charles Melman foi um de seus alunos e colaboradores mais próximos, tendo sido por ele escolhido diretor de ensino de sua instituição, a École Freudienne de Paris, e diretor de sua revista, a Scilicet. Depois da morte de Lacan, levou adiante um ensino que já dura mais de trinta anos e resultou em inúmeros livros, publicados em vários países, alguns dos quais se tornaram clássicos da literatura psicanalítica. "A neurose obsessiva no divã de Lacan" é a publicação integral de seu seminário de ensino sobre o tema, partindo do famoso caso do “Homem dos Ratos” de Freud, retomado com Lacan.

capamelman

A prática psicanalítica hoje – Conferências

Charles Melman
O livro reúne conferências recentes e inéditas de Charles Melman, um dos mais próximos colaboradores de Lacan e membro fundador da Associação Lacaniana Internacional e da Fundação Européia para a Psicanálise. Eminentemente clínicas, elas trazem a escuta e a elaboração conceitual da fala de pacientes histéricos, obsessivos, paranóicos, toxicômanos, violentos, as crianças ditas “hiperativas” e até mesmo o que o autor chama de uma nova normalidade. Abordam-se tanto as grandes patologias que fundaram a psicanálise quanto novas configurações clínicas, que o autor analisa com os conceitos de Freud e Lacan, desdobrando-os com seu próprio trabalho clínico e teórico.

capapsicose4

A pulsão na psicose: oralidade, mania e melancolia

Organizadores: Marcel Czermak e Jean-Jacques Tyszler
O quarto volume da coleção "A clínica da psicose: Lacan e a psiquiatria" aborda a mania, a melancolia, a anorexia e outras condições clínicas que dizem respeito ao estatuto da pulsão na psicose. Elas demonstram que o funcionamento do corpo e o aparelhamento do sujeito para o sexual são tributários da ordem significante. Na falta do primado fálico, em vez de o objeto lastrear, por sua subtração, as funções vitais, tem-se uma desamarração completa do circuito pulsional, que liga os órgãos às funções - o que M. Czermak chamou de desespecificação pulsional. Além dos trabalhos contemporâneos de M. Czermak, J.-J. Tyszler, Jean Bergès e outros, o volume traz textos originais de Esquirol, Kraepelin e Binswanger.

Capa_Psicose 3

O corpo na psicose: hipocondria, Cotard, transexualismo

Organizadores: Marcel Czermak e Stéphane Thibierge
O volume aborda as condições clínicas que trazem para o primeiro plano a questão do corpo na psicose: a hipocondria como condição psicótica e conceito maior para especificar a psicose enquanto estrutura; a síndrome de Cotard como o que é da ordem do “núcleo psicótico”, na expressão de Lacan; e o transexualismo como forma que ilumina o empuxo-à-mulher e o recurso ao imaginário na psicose. São abordados desde a hipocondria do Homem dos Lobos de Freud até casos contemporâneos, de transexualismo (inclusive feminino), delírios de negação dos órgãos, síndromes de falso reconhecimento e outros. Sobressai a questão do que é o corpo para o ser falante e sua relação, não com a natureza, mas com a operação constitutiva do sujeito. Como anexos, textos originais de Cotard, Séglas, Capgras e outros.

Capa_Psicose 2

As paranoias

Organizadores: Marcel Czermak e Louis Sciara
Os trabalhos deste volume abordam a paranoia em suas diferentes formas clínicas: como loucura racional (interpretativa) e como delírio passional (erotomania), com uma variedade de casos relatados e teorizados. E também como uma virtualidade inscrita no funcionamento da cada um, um modo de funcionamento da razão que, ao mesmo tempo que especifica a psicose como estrutura, não é estranho à racionalidade comum. Discutem-se as relações da paranoia com o laço social e a contemporaneidade, trabalham-se as noções a ela relacionadas – razão, crença, dúvida, certeza –, questões topológicas e, sobretudo, clínicas. O volume traz artigos de Charles Melman, Marcel Czermak, Louis Sciara, Bernard Vandermersch e outros, além dos textos clássicos de Sérieux e Clérambault.

capapsicose1

Fenômenos elementares e automatismo mental

Organizadores: Marcel Czermak e Ângela Jesuíno
O primeiro volume da coleção "A clínica da psicose: Lacan e a psiquiatria" trata do automatismo mental, fenômeno elementar da psicose isolado por Clérambault e retomado por Lacan por mostrar a dependência do sujeito ao significante sob seu aspecto mais puro, o que Lacan designa como fenômeno primeiro do qual todo o resto são reações de afeto. Condição de estrutura de todo ser falante, para além da psicose. Dois textos são mais abrangentes: o de Charles Melman sobre as relações entre psicanálise e psiquiatria, com um comentário de Lacan; e o de Marcel Czermak sobre a abordagem das diversas formas clínicas da psicose a partir da formulação de Lacan sobre o estatuto do objeto nessa estrutura. Inclui textos originais de Clérambault.

capa_operacao_3

A operação do significante: o nome, a imagem, o objeto

Revista Tempo Freudiano nº 8
Em nossa experiência comum, as dimensões do nome, da imagem e do objeto estão articuladas, de forma que nomeamos de maneira estável o que aparece em nosso campo perceptivo e referenciamos com segurança o campo da realidade, sem perceber a complexidade dessa operação. A psicose mostra que essa montagem pode se decompor em seus elementos constitutivos e esses termos aparecerem dissociados. É a problemática do reconhecimento e da identificação que está em jogo, colocando a questão do objeto a e de seu velamento na fantasia que organiza o neurótico. Enquanto o psicótico padece da presença desse objeto no real e sem contorno, o neurótico padece de abordá-lo preferencialmente pela via da imagem, do i(a). Com esse mote, psicanalistas brasileiros e franceses se encontraram para a apresentação e discussão dos trabalhos publicados.