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2017

sciara

 

Artigos de Louis Sciara disponíveis no site:

“Bandes” urbaines, violences et logique de la ségrégation

A questão da transferência nas paranóias

A questão do “sujeito” psicótico

Qu’attendre du psychanalyste dans une institution dite sociale?

 

Louis Sciara fala sobre seu livro:

Um retorno à função paterna na clínica contemporânea

 

2012

Veja aqui e aqui matérias publicadas no Caderno Prosa & Verso d’O Globo de 21/04/2012.

flyer Patronimias1

PATRONIMIAS
QUESTÕES DA CLÍNICA LACANIANA

JORNADAS DE LANÇAMENTO DO LIVRO DE
MARCEL CZERMAK

27 e 28 de abril de 2012
Windsor Atlântica Hotel
Avenida Atlântica, 1020 – Copacabana
Organizadas pelo Tempo Freudiano com a Association Lacanienne Internationale de Paris, essas Jornadas trataram de uma questão maior de nossa atualidade a partir de articulações e pressupostos reunidos nos artigos que compõem o livro de Marcel Czermak, lançado em português pela Editora Tempo Freudiano, Patronymies. Ali vemos os desdobramentos de diferentes formas de declínio, de recusa, de foraclusão do Nome-do-Pai e de suas consequências para a cultura e, em particular, para a posição do psicanalista. Ocorrências diversas que têm em comum algum tipo de degradação deste significante fundante da ordem simbólica, que faz conjugar desejo e Lei, que compromete e constrange.

Nestas Jornadas acompanhamos a maneira como este fracasso interno à ordem significante se manifesta em inúmeras “Patronimias”, dentro e fora do campo das psicoses. E como Marcel Czermak evidencia, não estamos diante de mero efeito da globalização e da modificação espetacular dos valores promovida pela ciência e pela economia. Mesmo se esses fenômenos vêm redobrar as consequências do que está em jogo, o que desponta da análise clínica rigorosa, sutil e estrutural que ele empreende do modo como a destituição do Nome-do-Pai é tecida é uma certa virtualidade, paradoxal, que já está dada, contida na própria estrutura da ordem significante.

2009

JEAN-JACQUES TYSZLER
INTERVENÇÕES

Jean-Jacques Tyszler é Analista-membro (A.M.A.) e Vice-presidente da Association lacanienne internationale; membro da École Psychanalytique de Sainte-Anne; Diretor de Ensino (Attaché d’ensignement) do Hospital de Ville Evrard; e Médico-Diretor do Centro Médico-pedagógico da Mutuelle de l’Education Nationale de Paris. Na Association lacanienne, mantém atualmente o seminário “Os objetos da memória”. Esteve presente nos dois colóquios que realizamos com a Association, em 2003 e 2006, e tem colaborado regularmente na coleção A clínica da psicose: Lacan e a psiquiatria, publicada pelo Tempo Freudiano.

No âmbito das atividades internas do Tempo Freudiano, J. J. Tyszler tratou da Construção da fantasia e a questão do ato em psicanálise e, no que concerne à psicanálise da criança e do adolescente, falou sobre A questão do agir na criança e no adolescente: as marcas do corpo, estatuto do imaginário na clinica e na direção do trabalho.

Além do trabalho realizado no Tempo Freudiano, o dr. Tyszler fez ainda três intervenções no Rio de Janeiro e em Niterói:

Conferência no Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro: Objeto da pulsão, objeto do desejo.

Conferência no Hospital Psiquiátrico de Jurujuba: Um significante em luto, o que dizer da melancolia hoje?

Conferência no Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense: O lugar da psicanálise no tratamento dos psicóticos em instituição.

2008

cartaz2E o que é que ele quer, o psicanalista?
Seminário de Charles Melman, no Rio de Janeiro, Hotel Glória, nos dias 25 e 26 de abril de 2008

No momento de conclusão do trabalho que fizemos sobre o Seminário de Lacan A ética da psicanálise, no ano de 2007, e ainda no contexto da comemoração dos seus 10 anos de existência, o Tempo Freudiano convidou Dr. Charles Melman para vir nos falar sobre esse tema tão central da clínica psicanalítica e, sobretudo do modo como ele o situa, hoje, quase meio século depois.

Escreveu Melman em seu argumento para o seminário:

“Não podemos dizer que os psicanalistas estejam à vontade com a questão da ética. Assim, suas sociedades se constituem freqüentemente à imagem de todos os grupos humanos: dominadas pela rivalidade e pela agressividade, pela vontade de afirmar sua mestria, de submeter os outros a uma autoridade dogmática, em resumo, de reparar, pelo fechamento do funcionamento social, a abertura da ordem significante à qual eles se referem, quando a interpretação sistemática não vem, ela mesma, também fechá-la.

Freud não tinha em boa conta seus alunos. Lacan também não.

O único problema que deveria atormentar a terceira geração seria o de resolver a questão de sua ética. Não para ser «belo, bom ou justo», mas, mais exatamente, para ser psicanalista.

Vamos começar ?”

2006

coloquioA operação do significante: o nome, a imagem, o objeto

“Nós estamos sempre bastante seguros quanto à estabilidade de nossas percepções e de nossa realidade. E sem muito erro chegamos a nomear tudo o que aparece em nosso campo perceptivo. Nem de longe imaginamos que se trata de uma operação bem complexa cuja aparente espontaneidade supõe, na verdade, uma certa nodulação que depende do significante.

A experiência clínica mostra, aliás, que essa montagem pode se decompor em seus elementos constitutivos. É assim que veremos aparecer, na psicose, quadros clínicos onde o nome, a imagem e o objeto podem perfeitamente se dissociar.

Entendemos que é do lado do reconhecimento e da identificação que devemos procurar o que está em causa. Isso nos permitirá ampliar nossa reflexão, especialmente no que concerne a esse estranho objeto que Lacan chama de objeto a e em torno do qual gira o neurótico, sem jamais poder alcançá-lo, mesmo estando sob seu comando. Tal abordagem vem, sem dúvida, lançar uma nova luz sobre a clínica das neuroses.

A escrita da fantasia $<> a mostra bem isso, desde, é claro, que se esteja atento ao modo pelo qual ela pode ser abordada pelo lado do a. Um dos grandes problemas que encontra o neurótico é que, ao invés de tentar resolver suas questões pela via de $<> a, ele passa seu tempo tentando fazer isso pela via, em impasse, de i(a).

É, aliás, interessante constatar como em escala planetária é, cada vez mais, a via dessa imagem especular que é promovida.”
Marcel Czermak

Intervenções

pela ALI
Marcel Czermak, Angela Jesuíno Ferretto, Bernard Vandermersch, Christiane Lacôte, Jean-Jacques Tyszler, Jean-Louis Chassaing, Louis Sciara, Roland Chemama, Stéphane Thibierge

pelo Tempo Freudiano
Ana Cristina Manfroni, Antonio Carlos Rocha, Eduardo de C. Rocha, Fernanda Costa-Moura, Francisco Leonel Fernandes

2004

Será que podemos dizer, com Lacan, que a mulher é o sintoma do homem?

Seminário de Charles Melman, no Rio de Janeiro, nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2004.
O evento foi publicado na íntegra em nossa Revista Tempo Freudiano n° 6
“Não adianta eles estarem sempre se acusando um ao outro, pois é entre o homem e uma mulher que algo não funciona. Talvez até seja mesmo necessário que as coisas não funcionem bem demais, para que a tensão e a decepção acumuladas provoquem o desejo; um instante apaziguado até a vez seguinte. Mas quem é então que reside aí nesse “entre”, nesse “antro”?
Deus, o diabo, nada? Qualquer que seja a resposta, o resultado é o mesmo, não há relação sexual. Como prosseguir, com a audácia de Lacan, o encaminhamento de sua questão, de nosso tormento?”
Charles Melman

2003

Os herdeiros da ciência: a clínica psicanalítica e as novas formas do gozo

Colóquio da Association Lacanienne Internationale e do Tempo Freudiano Associação Psicanalítica em que recebemos, no Rio de Janeiro, nos dia 9, 10, 11 e 12 de abril de 2003, Marcel Czermak, Bernard Vandermersh, Christiane Lacôte, Denise Sainte-Fare Garnot, Roland Chemama e outros.
O evento foi publicado na íntegra em nossa Revista Tempo Freudiano n° 5

“O sujeito do inconsciente, diz Lacan, é o próprio sujeito que emerge com a ciência, aquele que aí foi foracluído. Mais tarde ele dirá que a psicanálise é um sintoma. E que é preciso que ela fracasse para que, como sintoma, ela insista no real. A dupla aporia já situa para nós o teor das questões desde seu momento constitutivo. E permite entender que seus desdobramentos futuros já estavam inscritos no ponto de partida. Nas últimas décadas, o progresso científico e o imperativo de suas conseqüências, na circulação e na dissolução dos discursos, vêm minando as amarras do simbólico e de tudo o que sustenta a estrutura da lei para um sujeito. Porque a ciência não é um discurso, não faz laço social. Quer isso dizer que, a seus herdeiros, só restariam, então, as regras, a lei positiva, com tudo o que isso implica de anulação do desejo para um sujeito? Ou será que aquilo a que seremos levados aí – puro paradoxo – será o retorno do mais arcaico? Essa alternativa também foi prevista por Lacan: a religião triunfará, pois é ela que fará proliferar de novo o sentido.

São questões que constituem impasse e problema para a contemporaneidade, mas que assumem naturalmente os mais variados matizes de acordo com a singularidade do contexto histórico e cultural de nossas sociedades. Pois é claro que a incidência desses efeitos opera de modo sempre diferente sobre a eficácia simbólica, produzindo necessariamente, em cada situação, conseqüências específicas para o sujeito em sua posição e em suas relações com a lei. Vicissitudes que a psicanálise não pode negligenciar em suas particularidades, justamente para poder localizar aí o que nos é comum a todos, a maneira como tudo isso funciona para o sujeito contemporâneo, herdeiro da ciência, como obstáculo ao reconhecimento e ao exercício do seu desejo.

Neste Colóquio, psicanalistas estão convidados a intervir, dando conta de como tudo isso está emergindo em sua experiência concreta, em sua prática. É esse, afinal, o único lugar de onde nossa palavra pode se autorizar. E é o que nos assegura também de que uma interlocução será possível e frutífera. Pois qualquer que seja o viés a que cada um seja levado por sua enunciação, sabemos, de antemão, que estaremos falando sempre da clínica psicanalítica.”
Antonio Carlos Rocha

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