O demônio do pudor: a única virtude

Algumas considerações sobre o falo como elemento clínico fundamental

Ana Cristina Manfroni

Estamos num tempo em que a questão da imagem e do domínio do corpo se coloca com muita força para as mulheres ocidentais, enquanto que, para muitas mulheres de algumas sociedades orientais, é do recobrimento total do corpo e da perda de qualquer arbítrio, que se trata. Vemos que há aí uma imensa interrogação posta sobre o falo como grande regulador das diferenças e da linguagem, para a psicanálise, em que o corpo é do Outro e nunca a posse de um ou de outro.

A relação do falo com o objeto olhar

No campo da visão, o momento onde o olhar irrompe, sabemos que aí é da intromissão do falo que se trata. O que vai ficar revelado é a relação direta do que pode surgir – como vergonha, como pudor -, com o campo do olhar1, um campo que o próprio falo vai constituir.  

Há um afresco em Pompéia, onde o personagem principal da pintura é um demônio, Aidos, que se apresenta, quando um imenso falo é mostrado e, no canto da pintura aparece a presença de uma mulher aterrorizada, terrificada2. É o demônio, como personagem principal na pintura, que dá sentido ao quadro e também à presença do terror na mulher. Ele é o demônio que se apresenta quando o véu é levantado e o falo é revelado. Por detrás do véu, esse demônio se revela, evidenciando que aí há o que não se deve mostrar.

É linda a imagem que Lacan3 faz quando escreve, retratando o momento em que define que o falo “então se torna a barra que, pela mão desse demônio, cunha o significado, marcando-o com a progenitura bastarda de sua concatenação significante.4 É assim que vai se produzir essa condição de complementaridade  entre o  sujeito e o significante, uma condição que detém a sua barra, a sua divisão. Se fazem tributários um do outro, sujeito e significante, se tornam efeito da barra, do interdito e, ao mesmo tempo, desse vetor que o falo é.

No exibicionismo – outra possibilidade de abordar essa relação – aparece também essa dimensão própria daquilo que se passa no plano imaginário. Como sabemos, na experiência perversa houve a castração, então o Outro, o desejo do Outro está colocado, há uma necessidade desse Outro, que é estrutural. Mas para o exibicionista, o Outro está, essencialmente, no mais além, mais além do pudor. Ao provocar o pequeno outro abrindo sua cortina, seu casaco e, ao mostrar o brilho do objeto, ele mostra aquilo que ele tem a um outro, a alguém que não tem. É essa a maneira de provocar a vergonha, o terror por aquilo que o outro não tem. Nesse momento em que o véu se levanta5, há  a abertura de uma hiância, em algo que vai se situar como que aberto a outro desejo que não o seu. O Outro é profundamente atingido por isso que é percebido nesse brilho. É a emoção do Outro o que é visado, mais além de seu pudor6. E aqui penso que posso dizer que se vai imediatamente do outro ao Outro.

Para Lacan7, está na intenção do exibicionista provocar esse pudor, esse terror, “esse eco, esse algo humano que não vê”. É, nessa dimensão do olhar, que a visão desaparece, que algo humano não vê. É que o que é realmente essencial, é fazer aparecer, no campo do Outro, o olhar, e aí, tanto o exibicionista quanto o voyeur – que espia por trás da janelinha – ambos gozam com o ver e o mostrar, porém sem saber o que vêem e o que mostram, diz Lacan8.

Está aí o terror, o demoníaco: não saber o que vemos. Aponto aqui um primeiro ponto na relação entre o véu, o pudor e o saber.

Me lembro sempre da cena do filme que Jenny Aubry mostra a Lacan e que chama a sua atenção9. Nela aparece uma menina nua, na frente do espelho, numa espécie de momento de vertigem diante do que vê, ela faz um movimento sob a forma de um gesto: a mão que passa na frente. Lacan vai chamar de elisão esse gesto que nitidamente retirava o falo da imagem, ao mesmo tempo que, ao velá-lo, o constituía. É aí mesmo onde ela vê, que aparece, se constituindo, o que ela não pode ver.

Existe um resto10, disso que é recortado da imagem e que não é representado por ela. E é por isso que aí se estabelece algo que é ainda especular, mas não especularizável, justamente por sua opacidade. Esse ponto opaco do espelho onde não vemos, onde não nos vemos. Daí, desse menos, desse resto, nasce o que mais tarde virá a ser nomeado, para o sujeito, como o pudor.

É essa mão – que aparece também, por exemplo, na estatua que representa o pudor surpreendido, a Venus de Médicis11 -, o próprio véu constituindo o pudor. O mesmo véu que recobre, diz Lacan, comumente o falo do homem e, mais ou menos, a totalidade do ser da mulher12. Podemos nos se lembrar aqui do personagem de A. Allais13 que sai gritando, clamando por escândalo “escândalo, escândalo, a mulher está nua por baixo do vestido!” Lacan diz que o que é escandaloso – e entendo escandaloso como aquilo que é nitidamente marcado pelo desejo – é que é o vestido que constitui a nudez, não a nudez mesma14.

Mas quando Lacan fala do pudor como um demônio, isso vai na direção contrária ao nosso pensamento comum, onde tendemos a pensar no pudor como algo angelical. O demoníaco, o que é? É o que, no Banquete de Platão, Diotima apresenta como o que é intermediário entre os deuses e o mortais. Tanto que daimon quer dizer deus inferior. Lacan dirá15, em referência a Eros, que o amor não é um deus, mas sim o demônio, o que envia aos mortais a mensagem que os deuses tem pra dar.

Então, quando Lacan diz que é a presença do falo no afresco que introduz um sentido com sua progenitura bastarda de significante, a gente vê que é simplesmente pela sua presença de significante que o falo vai ter esse destino: ele designa e condiciona os efeitos de significado. Isso que basta como presença implica que há condições para que ele possa exercer sua função. “Só pode desempenhar seu papel enquanto velado, isto é, como signo, ele mesmo, da latência com que é cunhado tudo o que é significável, a partir do momento em que é alçado à função de significante16. Isso por ser justamente o significante disso que fica em latência, dessa suspensão17, uma suspensão que ele inaugura ou inicia, por sua desaparição, por trás do véu. É a partir dessa relação, entre esse significante como presença e o velamento que o constitui, que aparece a dimensão do pudor.

O que pode materializar para nós aquilo que é visado, está num mais além. E é o véu que constitui esse mais além. Então o que há por trás do véu? o que não se deve mostrar e que o demônio vem, produzindo terror, evidenciar que não se deve mostrar? O desvelamento se revela como algo que só mostrará nada, ou seja, a ausência do que é desvelado. Acho que essa é a presença do demônio. O que está velado é o significante falo e é ele que é a ausência nessa presença,  a progenitura bastarda. É sobre a ausência do que é desvelado, como ausência mesma, que fala Freud, por exemplo, ao tratar da cabeça de Medusa18, é o horror que representa a ausência revelada como tal.

Com a presença do véu, o que está mais além como falta tende a se realizar como imagem. Sobre a tela, sobre o véu – que Lacan chama de ídolo da ausência19 – se pinta a ausência, e sua função é mesmo essa, para que se projete e se imagine essa ausência. Há um nada que o falo sustenta, ao que sua presença remete como ausência, e creio que deve ser por isso que Lacan diz20 que ele é, a rigor, o único que merece o nome de símbolo.

Mas é na clínica mesma que Lacan nos coloca diante das questões mais difíceis, da dimensão de real que aí está implicada. Ele vai interrogar a relação do desejo do analista com o pudor e com o olhar, ressaltando que juntamente com o objeto a e o corte, o falo é um dos 3 elementos clínicos fundamentais21. Sobre o corte e o objeto a temos sempre algumas referencias mais diretas à clínica, mas é curioso como o Falo remete mais às questões da vida ordinária, da dimensão sexual, da partição e das relações homem-mulher, das determinações estruturais e, principalmente, de construções conceituais a partir de significante, referência, função, etc. Ficamos diante disso: refletir sobre o Falo como elemento clínico fundamental.

Sabemos que, ao falar, pelo jogo mesmo da linguagem, há sempre e sem cessar um significante que cai. É um efeito de corte que a própria cadeia significante coloca. Mas, de todo modo temos visto que há “ao menos um” que tem um lugar de exceção no conjunto dos significantes. É um significante que, entendo assim, não reenvia a outro significante, como todos os significantes fazem ao representar um sujeito quando, no jogo dos significantes, há essa relação que é de um significante a outro. É então um significante que não envia ao campo da significação, como todos os outros terminam por fazer. Topologicamente podemos dizer que está fora do sentido, distinto, marcado, responsável por todo e qualquer sentido, por todo e qualquer significante, mas isolado, ponto de exceção, situado fora do conjunto dos significantes. Na borda? Como Um é o que dará sentido a todos os significantes. Ele faz furo, faz o corte também. Esse ponto de exceção diz disso que não poderá ser assimilado pelo conjunto dos significantes. Isso é da ordem do sexual, esse significante traz o sexual, pela via de que não há relação sexual. O desejo se engancha aí. Mas o falo não é a causa do desejo, nem pode ser. Ele é guardião do sexual enquanto aquilo que relança o impossível da relação sexual, enquanto o sexual é a mise em acte desse furo estrutural. O falo não é um objeto pulsional como os outros, ele faz o furo e não é um significante como os outros, pois sustenta a suspensão do sentido.

Trabalhei uma lição do seminário de 197422 onde Lacan falando, do nó borromeano, se refere à experiência que o discurso analítico nos dá sobre o amor. Mas de qual amor se trata? Não do amor da própria imagem – essência da simetria – que faz imaginar que o amor é dois. Mas o essencial do nó – que aporta a possibilidade de inventar o que Lacan chama de uma ‘regra do jogo’ para os 3 registros – revela que o imaginário não é o mais recomendado para encontrar a regra do jogo do amor. A experiência analítica faz do amor três onde o dois sozinho é apenas uma ordem viciosa que só repousa sobre sua própria suposição. O nó produz, ilustra, que o dois só se faz pela articulação do um com o três.

Então Lacan, aí, interrogando o amor, fala de um amor que envolve a paixão sim – carne e logos – mas que exige que se sigam “as regras do jogo”. Só que, para segui-las, é preciso conhecê-las e talvez seja isso o que nos falte: estamos permanentemente diante de uma profunda ignorância. O amor cortês foi aquele que ao colocar um véu sobre a mulher, tornando-a Coisa intocável, elaborou regras claras. E, justamente por ter constituído o gozo como barrado, que derivou no erótico que ele criou. No mais, no amor, sempre jogamos um jogo cujas regras desconhecemos. Dizer isso coloca uma diferença fundamental pois interroga essa coisa que sempre se perseguiu com o nome de amor. É aí que Lacan marca a diferença dizendo que isso nada mais é do que gozo: esse tem aos montes. Nada se sabe sobre isso e, talvez, seja próprio do gozo que não se saiba nada sobre ele. E o amor, já que esse não está feito para ser abordado pelo imaginário, é aí que deverá haver um saber a se inventar, para que haja saber, diz Lacan: “quem sabe seja pra isso que o discurso analítico possa servir23.  Quando Lacan disse24  que se vai pra análise não pra saber o que é o amor, mas pra aprender a amar, talvez isso que ele chamou tanto tempo antes de aprender é o que nomeia finalmente como um saber a inventar. Um saber a inventar seria esse que separa amor e gozo, como no amor cortês?

Estranha relação que vai aparecer aí. Esse saber a inventar, a partir do amor, é ele, me parece, que traz a dimensão mais estreita do falo como elemento clínico.

Na clínica lacaniana, o desejo do analista é o que pode, na operação analítica, levar, conduzir o paciente a atravessar a experiência da análise25. É surpreendente que Lacan venha a falar aí de cumplicidade, entre o analista e o analisante. Ele chama de um ponto máximo de cumplicidade, o ponto onde o desejo do analista deve se sustentar. Cumplicidade em torno de quê? Em torno de uma espera. Uma cumplicidade que entendi como topologicamente aberta à surpresa. Isso não é espontâneo, me parece, pois Lacan afirma que não se corre risco, uma vez que não há risco no inesperado. A surpresa vem de um inesperado para o qual a gente se prepara, a partir de um trabalho. E nessa preparação, ele vem a ser aquilo que atravessa o campo do esperado, ao redor do jogo mesmo da espera. É a função freudiana da espera26, a espera tomada no sentido ativo, no sentido da direção da falta. A cumplicidade, então, do analista e do analisante, é o ponto onde ambos conjugam a mesma espera: a do inesperado. Suspensão de todo saber. Sustentação do desejo do analista.

Lacan vai desembocar aí a sua fala numa verificação radical: o analisando é  esse lugar onde se pode verificar que o analista será resultado da análise ” se ele assim o favorece27. Essa formulação mostra a superposição estrita que designa o desejo do Outro, porque o analista se faz o desejo do analisante. É do lado do Outro, ocupado pelo analista, que Lacan vai situar o ponto do desejo, mas num pólo oposto àquele onde jaz a realidade do sexo. Não sei se se pode dizer que é da disjunção do falo e do a, que se trata, da função do falo como significante na própria transferência, ditada pela forma como o analista se localiza em relação a esse significante que é o guardião do sexual. Poderíamos nos referir aí à lei da abstinência, mas acho que é bem mais que isso, nessa disjunção entre desejo e sexual. É aí também que Lacan localiza o que chama de ‘a real astúcia analítica’. É só esse olhar a, e na medida em que o analista está ali absolutamente isolado da realidade sexual, que pode passar algo do que constitui a única garantia concebível. É só nesse ponto onde chega ao máximo aquilo que faz com que o saber possa se constituir apenas como o guardião do rechaço dessa realidade sexual28, se constituir desse mais íntimo demônio, desse pudor radical29, nada mais que isso. O saber se constituir desse pudor! Nesse ponto máximo, Lacan nomeia uma virtude ética.

A frase de Lacan é: “A única virtude, se não há relação sexual, como eu o anuncio, é o Pudor” 30.

Ele ai faz um jogo de palavra com o título do seminário em que está trabalhando em 1974 – “Les non dupes errent” (Os não tolos erram) – e diz que pode ser lido como “Les non pudes errent” (os não pudicos erram, fazendo uso de um neologismo). Assim são os impudicos, como os sabidos, condenados à errância. A tolice e o pudor andam juntos, nessa formulação, assim como o saber e a errância.

A virtude é causada por um saber – o saber a inventar – já tínhamos falado dela quando tratamos da alegria como uma virtude ética31. É o saber do non sens, o chamado gaio saber, que é o que faz da alegria apenas queda, retorno ao pecado, que “não compreende, não morde o sentido, mas o raspa o máximo possível para que ele não se torne um engodo para essa virtude32. Dela, Lacan diz, que ela é um Bem-dizer. Não sei se é possível formular assim, mas entendo que é o bem-dizer que faz a tensão entre a virtude e o pecado, ou seja, uma virtude que, esvaziada do sentido e do gozo que a faria virtuosa, tem na estrutura o mesmo lugar do pecado.

Há uma condição para essa virtude, um bem-dizer que é governado apenas pelo pudor. Esse bem-dizer choca, choca muito, diz Lacan, mas não viola o pudor . Choca porque vai até o ponto onde encontra o limite pelo qual é constituído. No ‘bem-dizer’ não há perversão. O ponto limite é a borda até onde uma palavra pode ir para tomar o caminho de volta, fazer seu percurso, de um Outro ao outro, abrir a significação. Choca e há violência, mas é ético. É um saber raspado, levado ao limite do esvaziamento de seu engodo, ao limite da tolice no non sens, mas é ainda assim saber, como a memória da água.

É assim, o pudor, “a forma régia do que se cunha no sintoma da vergonha, pois é o ponto chave da correlação que liga a função do objeto ao sujeito desvanecido”.33 Sem a vergonha a vida se reduz ao serviço dos bens, ao ‘primum vivere’34. Sentir vergonha é a marca humana, é o gesto significante. E o pudor é essa dimensão, própria apenas ao sujeito como tal, o rubor de seu desvanecimento, aquilo que dá dignidade à palavra.

Liga a função do objeto ao sujeito desvanecido: talvez possamos dizer do pudor que seja a escritura da relação do sujeito ao objeto a como olhar, pois sendo o corte com a visão, é, para Lacan, aquilo que abre para mais além dela35. Nessa escritura se encontra o ponto clínico por excelência, o ponto onde não cedemos sobre as palavras e as suportamos, não sobre o que vemos, mas em seu saber de non sens.

A alegria, que tem na estrutura o mesmo lugar do pecado original, o que faz certamente dela alegria de viver, é também a repercussão desse pudor, dessa virtude ética que Lacan nomeia como demônio.

 

1 Sem Os escritos técnicos de Freud, lição de 2/6/54;

2 Sem Les non-dupes errent, lição de 12/3/1974;

3 Escritos, A significacão do falo, pg. 699;

4 Escritos, A significacão do falo, pg. 699;

5 Sem A relação de objeto, lição de 3/4/57;

6 Sem O desejo e sua interpretação , lição de 10/6/59;

7 Sem De um Outro ao outro, lição de 26/3/69;

8 Sem A transferência, lição de 17/5/61;

9 Sem R.S.I., lição de 11/3/75;

10 Sem R.S.I., lição de 1/3/75;

11 Venus de Médicis: (Museo gli Uffizi, Firenze);

12 Sem As formações do inconsciente, lição de 7/5/58;

13 Sem A ética da psicanálise, lição de 18/11/59, numa referência a uma história de Alphonse Allais, escritor e humorista francês;

14 “A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas. O pudor vale sobretudo para a sensibilidade como o obstáculo para a energia.” Fernando Pessoa, Livro do Desassossego;

15 Sem A transferência, lição de 8/2/61)

16 Escritos, A significação do falo, pg.697 e 699;

17 Aufhebung;

18 Na mitologia grega, Medusa era uma das 3 gorgonas, cuja cabeça tinha serpentes como cabelos, e que transformava em pedra aquele que a olhava;

19 Sem A relação de objeto, lição de 30/57;

20 Sem A transferência, lição de 19/4/61;

21 Sem O ato psicanalítico;

22 lição de 12/3/74

23 Sem Les non-dupes errent, lição de 12/3/74;

24 Sem A transferência, lição de 16/11/60;

25 Sem Problemas cruciais para a psicanálise, 19/5/65;

26 Erwartung;

27 Sem Problemas cruciais para a psicanálise, lição de 19/5/65;

28 Em Kant com Sade, Lacan afirma que o pudor é amboceptor das conjunturas do ser – entre dois, o despudor de um basta para constituir a violação do pudor do outro.

29 Escritos, Kant com Sade, 1963;

30 Sem Les non-dupes errent, lição de 12/3/74;

31 Televisión, 1974;

32 Televisión, 1974;

33 Sem O desejo e sua interpretação, lição de 6/3/59;

34 Sem A ética da psicanálise, lição de 29/6/60;

35 Sem De um Outro ao outro, lição de 14/5/69;

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